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Pigmentos cerâmicos são pós a base de óxidos inorgânicos, estáveis em relação à cor, quando dissolvidos em vidros ou esmaltes cerâmicos, à altas temperaturas.
As cores resultantes de cada pigmento é resultado da adição de íon cromóforos (geralmente metais de transição) à uma matriz (óxido ou sistema de óxidos) inerte.
As principais matrizes em estudo no LIEC são: Al2O3,
MgAl2O4, TiO2, ZrO2, SnO2 e
CeO2 , e os ións cromóforos: Co, Fe, Cr, Mn, Sb, V, Ni e Cu.
Histórico
A linha de pigmentos cerâmicos, no LIEC, é um desdobramento da linha de síntese de pós cerâmicos, em que sempre houve pesquisas de síntese química de pós para aplicações eletrônicas, sem detalhamentos com a cor dos mesmos. Isto foi iniciado com visitas do Prof. Elson Longo à cidade de Castellón, na Espanha, que é o maior pólo industrial de cerâmica de revestimentos do mundo, onde há uma constante busca por pigmentos, com estabilidade de cor em ambientes corrosivos e altas temperaturas.
Atualidades
Atualmente, há uma busca pela obtenção de pigmentos vermelhos e pretos. No caso dos pigmentos vermelhos, não se consegue estabilidade de cores na aplicação do mesmo no esmalte cerâmico. Por isto, uma prática comum de síntese é o encapsulamento (ou aprisionamento) dos pós em uma matriz vítrea, que o protege da corrosão e da temperatura.
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