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A pesquisa em filmes finos cerâmicos, tanto básica quanto
aplicada, é um campo interdisciplinar em pleno desenvolvimento no mundo todo. A
motivação das pesquisas, tanto em laboratórios industriais quanto nas
universidades, é a promessa de uma nova geração de dispositivos avançados
que levarão ao surgimento de novas tecnologias.
Histórico
Filmes finos têm sido utilizados há mais de quatro
milênios, porém somente recentemente esta tecnologia começou a ser estudada
cientificamente. Os egípcios foram os primeiros a obter folhas de ouro de
espessuras muito finas (menores que 0,3
mm)
para utilização em ornamentação e na proteção contra corrosão.
A partir da década de 80 inciou-se o estudo de filmes finos cerâmicos devido a
crescente necessidade de miniaturização de dispositivos de alta tecnologia. A
utilização de materiais na forma de filmes finos apresenta diversas vantagens
como menor tamanho, menor peso e fácil integração à tecnologia do circuito
integrado, além de benefícios adicionais, tais como: baixa voltagem de
operação, alta velocidade e a possibilidade de fabricação de estruturas em
nível microscópico. Por esse motivo, diversos materiais estudados
anteriormente na forma de cerâmicas passaram a ser desenvolvidos na forma de
filmes finos.
Atualidades
Pode-se destacar projetos de desenvolvimento de filmes finos
ferroelétricos por métodos químicos, para o desenvolvimento de memórias DRAM
e FeRAM de computadores. Estes filmes são baseados em cerâmicas do tipo
SrTiO3, BaTiO3, Pb(Ti,Zr)O3 entre outros.
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